mais um endereço

Oi pessoal. Estava escrevendo sobre a viagem aqui nesse site, mas eu achei melhor manter aqui para os meus contos e crônicas – agora sou chique e fui registrado na página de autor da Amazon:

https://www.goodreads.com/author/show/16454633.Igor_Niemeyer/blog

Muuuuuuito obrigado Marcelo e Thaís! Eu nem sabia que dava pra fazer isso. Fiquei muito contente quando vi que vocês me colocaram lá. 🙂

E esse é o site onde vou escrever coisas mais pessoais:

http://iniemeyer.wordpress.com/

Fiquem tranquilos, ainda vou escrever meus contos e reflexões aqui.

Um beijo,

Igor

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viajando, primeiros passos

viajar, além de nos permitir sair de onde estamos, também nos permite sair de quem somos.

nem sempre viajar é bom, e ninguém é obrigado a trabalhar-juntar dinheiro-e viajar. esse parece ser o script padrão, certo?

cara, tudo bem não viajar, tudo bem não gostar de pegar estrada, tudo bem querer ficar em casa. não tem nada de errado nisso. errado é forçar uma situação que não faz sentido pra você.

esses dias fiquei pensando porque eu gosto de viajar, sabe? muita gente já me perguntou ‘mas você está fugindo do que?’ e eu respondo ‘de nada, oras. só quero viajar e conhecer outros lugares’. raramente acreditam. já me fizeram pensar e perder muito tempo com isso – demorei bons anos até perceber que o que importa é o que eu acho que devo fazer, independente dessa ‘opinião’ padrão.

estou na estrada agora, vou começar um mochilão. é assustador e mágico ao mesmo tempo. tenho uma boa expectativa.

vou tentar escrever um pouco mais sobre a viagem aqui.

um beijo,

Igor

2017

você nunca vai se tornar um escritor se não começar a escrever, se não estiver disposto a sentar e diariamente praticar.

você nunca será uma fotógrafa se não começar a estudar e praticar fotografia, se não estiver disposta a tirar fotos todos os dias.

você nunca vai se tornar um diretor se não começar a dirigir seus próprios sonhos.

se não estiver disposta a cozinhar todos os dias, nunca será uma chef.

só precisamos estar dispostos – afinal, já temos tudo aqui ao nosso dispor: comida, lugar pra dormir, internet, celulares, roupas e desculpas.

feliz ano novo. que 2017 chegue com tudo pra você.

retorno

São oito da noite e eu ainda estou meio perdido. Será que vai dar tempo de chegar? Esse aplicativo me deixou na mão mais uma vez – é incrível como eu não aprendo com essas coisas se repetindo sempre. Eu devo ter algum problema cognitivo, não é possível.

Enfim, não adianta chorar o leite derramado… Que estranho, por que estou pensando em voz alta como se estivesse conversando comigo mesmo? Isso deve ser resultado desse problema cognitivo – só pode. Estou me sentindo uma besta agora. Por acaso estou em algum filme!? Alou!! Que bobagem.

Por que eu perco a paciência tão fácil? Agora tou perdido, sem celular, sem paciência e muito possívelmente, ficarei sem gasolina em breve. Cadê o retorno nessa estrada? Meu véio estava certo: nunca confie nesses trem.

(…)

Ufa, finalmente parei de pensar e fiquei em silên… sério? É sério isso? Eu me dou conta que parei de conversar sozinho e a voz aparece de novo? Que tipo de pessoa eu sou? Meu Deus do céu, por favor alguém me ajuda. Vou enlouquecer!

Será que estou enlouquecendo?! Virgem Maria. Estou ficando louco. É… Eu já vi isso nos filmes, os personagens sempre começam a falar sozinhos e ver coisas esquisitas ou inacreditáveis como duendes e placas de retorno. OPA!

Uma placa de retorno!

Talvez eu não esteja ficando louco, não é mesmo?

ponta da língua

É muito curioso quando a gente tem alguma ideia na cabeça, fica com ela na ponta da língua e não escreve. E aí aquilo se perde e se esvai. Evapora.

Tem dois tipos especiais de ideias que me deixam muito encucados: aquelas ideias que sempre vem e voltam – mas que eu nunca faço nada com elas. E aquelas ideias mirabolantes que vem e me acendem como um vulcão – mas que eu nunca faço nada com elas.

Um amigo uma vez me disse que se eu esqueci a ideia que me aqueceu como um vulcão, é porque essa ideia nunca foi realmente minha. E ele alertou: Igor, se você tem uma ideia que sempre vem e volta, faça algo com ela. Pode ter certeza que vai valer a pena.

E cá estou eu, lançando um livro no dia 3 de dezembro de 2016.

festinha – fotocrônica

festinha-fotocronica-lucas-kato-4

A voz rouca daquela senhora de 76 anos só tinha uma pergunta pra fazer: quem foi a pessoa responsável por essa bagunça? Ela viu o estado do seu quintal e não pode acreditar na quantidade de bitucas de cigarro que ela ia ter de limpar – sim, ela ainda fazia a faxina aos 76.

Morando com dois filhos de 50 anos, ela parecia estar enlouquecendo. Os protegeu demais, e esqueceu que eles tinham de sair de casa. Ninguém tinha pra onde ir, então deram uma festa. Uma baita festa.

Na verdade nem foi tão ‘baita festa’ assim, apenas uma reunião de amigos na mesma situação. Demasiadamente protegidos, sem muita coragem de enfrentar o mundo e seus desejos reprimidos.

O pai morreu jovem, 60 anos. Foi inesperado pra família toda, ele parecia ser saudável e jogava bola toda semana. Teve câncer e seu corpo não teve pena do lifestyle que levava.
Meu deus, que história terrível; e eu mal comecei a contar ela. A mãe, Amélia, era loira e tinha pele clara – a família era muito parecida com aquelas de comerciais de margarina sabe? Exceto a parte que ela era alcoólatra e fumava demais. A sua voz roca era uma característica curiosa, apesar de todo mundo saber dos seus vícios noturnos.

Tomas e Antônio eram os filhos, 48 e 52. Desempregados, pós-graduados e com pouca experiência (profissional e de vida). Sabiam lavar a louça e, às vezes, arriscavam arrumar a cama. Esse não era o forte deles. O forte deles era sonhar. Eram eternos jovens sonhadores. Tomas, o mais novo, queria abrir uma empresa – ainda não sabia do que, mas queria ser chefe e mandar. Ele não assumia isso, só repetia o mantra pessoal de ‘ajudar o próximo’. Parêntesis: desde que ganhe dinheiro com isso.

O mais velho era um pouco estúpido, tinha a voz grave e costumava saltar uma veia na testa quando começava a gritar por qualquer motivo. Uma criança mimada. Digo, adulto. Afinal, que diferença faz?

O fato é que ele também tinha um sonho: viajar o mundo. Mas nunca conseguiu tirar seu passaporte. Esperava que Amélia pagasse a taxa pra ele.

Ela teve medo, então nunca pagou. Preferiu eles por perto.

Às vezes se arrepende, mas prefere não pensar nisso. Ela nunca foi de pensar muito – só queria manter as coisas andando, tudo sob controle. Pra quê se preocupar com mudanças, não é mesmo?

***

Foto enviada por Lucas Kato

O que é a fotocrônica? Você me envia uma foto e eu crio uma história. Quanto menos eu conhecer a foto, melhor. Envie sua foto para o e-mail: niemeyer.igor@gmail.com

Pode ter qualquer resolução, pode ser de qualquer coisa ou pessoa. Mas a foto tem que ser sua, você que tem que ter tirado, ou algum amigo ou amiga ou namorada ou amante, etc. mas que autorize você para me mandar e eu poder publicar. Um beijo.

no meio – fotocrônica

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Por muito tempo eu busquei a definição desse caminho que a gente chama de ‘vida’. Li um monte de livros, conversei com pessoas mais velhas, mais sábias, mais jovens, mais elétrica, mais calmas, mais alegres, mais voadas, mais materialistas, mais depressivas, mais suicidas, mais minimalistas, mais religiosas, mais, Mais, MAis, MAIs, MAIS…

Custei a entender que eu precisava procurar pessoas que eram menos. Menos tendenciosas, menos empolgadas, menos felizes, menos tristes, menos depressivas, menos materialistas, menos estressadas, menos bitoladas, menos estudiosas, menos amigáveis, menos traidoras, MENOS, MENOs, MENos, MEnos, Menos, menos…

E aí me perdi. Se procurava quem era de MAIS, encontrava quem era de menos. Se procurava pessoas de menos, encontrava pessoas que eram de MAIS. Respirei fundo.

E encontrei o caminho do meio.

***

Foto enviada por Diogo Rodarte

O que é a fotocrônica? Você me envia uma foto e eu crio uma história. Quanto menos eu conhecer a foto, melhor. Envie sua foto para o e-mail: niemeyer.igor@gmail.com

Pode ter qualquer resolução, pode ser de qualquer coisa ou pessoa. Mas a foto tem que ser sua, você que tem que ter tirado, ou algum amigo ou amiga ou namorada ou amante, etc. mas que autorize você para me mandar e eu poder publicar. Um beijo.

queremos – fotocrônica

queremos-fotocronica-julia-viotti-8

Nós queremos fazer parte. Fazer parte de algo. Nos sentir importante. Conquistar lugares, coisas, pessoas. Queremos o nosso nome na história. Queremos ser presidentes, chefes, gerentes, funcionários, empresários, donos, líderes, coaches, cargos, fotos, assinaturas, canetas brilhantes.

Nós queremos um espaço pra chamar de nosso. Queremos um canto, uma casa, um carro, um gato, um cachorro, um amigo, um companheiro, um amante. Queremos ter tudo.
Temos pressa em querer ter tudo.

Queremos tudo rápido e indefinidamente. Queremos comprar, consumir, ser. Queremos fazer parte disso tudo.

Talvez pra falar pros outros, talvez pra orgulhar os nossos velhos, talvez pra orgulharmos a nós mesmos.

Queremos poder.

Não sabemos muito bem porque queremos tudo isso. Mas a gente quer. Luzes, pincéis, bandeirolas, potes, tigelas, perfumes, relógios, marcas, nomes. Nós queremos nomes. Grandes nomes.

Queremos que o nossos nomes sejam tão grandes quanto os nomes que queremos.

Que a nossa assinatura seja conhecida internacionalmente. Nacionalmente. Entre os grandes líderes mundiais.

Queremos ser odiados e ter um motivo pra nos gabarmos. Queremos ser superiores, mandar, mostrar a que viemos.

Mas… Será que a gente quer isso tudo mesmo?

Será que a gente quer alguma coisa além de sermos felizes, capazes de olhar pela janela e sorrir? Será que vamos ser felizes com nossos nomes, cargos, casas, carros, orgulho, sabedoria, marcas, poder… Eu já disse nome?

***

Foto enviada por Julia Viotti

O que é a fotocrônica? Você me envia uma foto e eu crio uma história. Quanto menos eu conhecer a foto, melhor. Envie sua foto para o e-mail: niemeyer.igor@gmail.com

Pode ter qualquer resolução, pode ser de qualquer coisa ou pessoa. Mas a foto tem que ser sua, você que tem que ter tirado, ou algum amigo ou amiga ou namorada ou amante, etc. mas que autorize você para me mandar e eu poder publicar. Um beijo.

pré-venda do livro ideia torta!

facelivro

ei pessoal! sim, essa é a capa do meu primeiro livro

depois de um longo ano, finalmente o bichano foi encaminhado para a gráfica – semana que vem eles começam os trabalhos por lá.

eu quero muito agradecer todo mundo que, de uma forma ou outra, me incentivou a fazer isso. estou muito contente! obrigado, de verdade!

eu preciso, aqui nessa postagem principal, falar um pouquinho sobre o importante carinho de algumas pessoas:
Athos Niemeyer, Alexandre e Irene por ser família e sempre incentivar meu trabalho e esforço de escrever qualquer coisa que seja. obrigado!
Eduardo e Sabrina Cicarelli pela amizade e confiança em abrir um espaço no jornal LavrasNEWS pra receber minhas crônicas em 2012. obrigado!
Carolina Carvalho por ter feito toda a revisão do livro e, não só isso, por revisar vários outros textos que já escrevi por aí. muuuito obrigado!
Diogo Rodarte pela amizade e também confiança em abrir um espaço no jornal ONOVO pra receber alguns textos em 2015. obrigado!

e pra agradecer todas as pessoas que curtem o que eu escrevo, vou fazer uma pré-venda com frete grátis para todo o brasil (!) no valor de 26 reais (são 208 páginas – no formato tradicional, 14x21cm). vocês podem transferir o valor pra minha conta ou pagar via pagseguro com cartão de crédito: https://goo.gl/xh0xt5

a pré-venda vai até o dia 21/11, ok? os livros serão enviados no começo de dezembro – próximo ao lançamento que será feito em Lavras (e talvez em BH)

diagramação e edição

oi!

o livro está em fase de edição e diagramação. em breve começo a pré-venda. o lançamento está previsto para meados de dezembro.

de 2016 não passa! 🙂

dúvidas ou sugestões, podem comentar aqui ou me mandar um e-mail (niemeyer.igor@gmail.com)

estou sumido porque esse momento exige uma atenção um tanto quanto especial, viu? vai ficar bonito, eu prometo.

abraços,